EXPECTATIVAS

INCENTIVO A LEITURA!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

1. AFETIVIDADE NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

A afetividade pode ser definida em diferentes perspectivas, entre elas sob a perspectiva da filosofia, da psicologia e da pedagogia. Iremos   abordar a afetividade na expectativa da pedagogia, pois ao falarmos sobre afetividade temos que considerar as emoções, que são expressões da vida afetiva e que são acompanhadas de reações e sentimentos. Como conceito de afetividade podemos citar o amor como referência, pois o amor é definido através dos sentimentos, e, assim, a afetividade torna-se a dinâmica mais profunda e complexa de que o ser humano pode participar. Segundo o dicionário Aurélio (1994), afetividade é uma palavra feminina e está definida como: “Conjuntos de fenômenos sobre a forma de emoções, sentimentos e paixões, acompanhados sempre dá impressão de dor ou prazer, de satisfação ou insatisfação, de agrado ou desagrado de alegria ou tristeza”.
Existe uma grande divergência quanto à conceituação dos fenômenos afetivos, vejamos então o que dizem alguns autores que tentam realmente explicar a afetividade, já que esse sentimento é estudado em diferentes áreas do conhecimento:
Para Henri, WALLON (1995, p. 288), educador e médico francês:

A afetividade é um domínio funcional, cujo desenvolvimento dependente da ação de dois fatores: o orgânico e o social. Entre esses dois fatores existe uma relação recíproca que impede qualquer tipo de determinação no desenvolvimento humano, tanto que a constituição biológica da criança ao nascer não será a lei única do seu futuro destino. Os seus efeitos podem ser amplamente transformados pelas circunstâncias sociais da sua existência onde a escolha individual não está ausente.


Baseando-se nesses conceitos, podemos dizer que a afetividade constitui um domínio funcional tão importante para a vida social e emocional de um indivíduo que mostra a revelação de carinho ou cuidado que se pode se ter com alguém íntimo e querido, permitindo assim ao ser humano demonstrar os seus sentimentos e emoções a outro ser, sendo um laço criado entre os seres humanos para representar a amizade mais aprofundada.  A afetividade é um estado psicológico do ser humano que pode ou não ser modificado a partir das situações.
Segundo Wallon (1995, p.42), afirma que:

Afetividade seria a primeira forma de interação, com o meio ambiente e a motivação primeira do movimento [...]. As emoções são, também, a base do desenvolvimento do terceiro campo funcional, as inteligências”. Wallon fundamentou suas ideias em quatro elementos básicos que se comunicam o tempo todo: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa[1].

            Ressalta-se que, o afeto é muito importante para que o profissional seja considerado um bom professor e mais ainda, para que o aluno se sinta importante e valorizado. O professor deve entender seus sentimentos, buscar soluções para as diversas dificuldades que os alunos apresentam, preocupar-se com seus alunos por inteiro, tendo sensibilidade para entendê-los, buscar ações que os valorizem, independentemente de seu grau de desenvolvimento.
Nessa visão, a criança interioriza suas vivências, principalmente pelo contato social com outras pessoas. Sendo assim, se seu círculo social tratá-la com carinho, reconhecer seus direitos e se mostrar atencioso, a criança interiorizará um bem estar emocional, sentindo-se protegida e segura de seu espaço dentro do grupo. Como se percebe, a afetividade é de suma importância desde o início do desenvolvimento humano.
As mudanças no homem vão acontecendo de acordo com o seu meio e com as pessoas à sua volta, familiares, amigos e professores. O afeto deve estar presente na relação entre professor e alunos dentro do ambiente escolar. É de acordo com o grau de afeto apresentado entre as duas partes que a interação se realiza e constrói-se um conhecimento altamente envolvente.
Conforme CURY[2] (2003), os professores precisam deixar de serem bons e se tornarem fascinantes para que suas aulas e conteúdos façam sentido e possam ser assimilados por seus alunos. A confiança é tudo para os alunos, é uma ferramenta para a participação no sucesso e na conquista de seu educando. O professor é o referencial, o líder.[3]
O educador orienta e auxilia o aluno em suas atividades, seus sonhos e projetos. Por outro lado, o mesmo também cresce e se realiza quando percebe que conseguiu passar todo o ensinamento para o educando de uma forma tranquila, com amizade e serenidade, sem castigos, sem punições.  O professor tem que estar apto para construir, se dedicar aos alunos, vibrando com suas conquistas.
Para FREIRE[4] (1996), diz que: “quem forma se forma e reforma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado", confirmando a necessidade de uma educação global, visando o completo desenvolvimento do indivíduo e a compreensão do docente de que o processo de ensino e aprendizagem não está centrado no conhecimento do professor, mas que deve ser construído e produzido a partir da interação deste com o educando. A criança deve ser estimulada em todas as habilidades e, para isso, o professor deve estar ciente de que ensinar é uma especificidade humana, não é transferir conhecimento, e exige a participação de todos os segmentos envolvidos.
A relação entre professor e aluno depende, fundamentalmente, do clima estabelecido pelo professor, da relação empática com seus alunos, de sua capacidade de ouvir, refletir e discutir o nível de compreensão dos alunos e da criação das pontes entre o seu conhecimento e o deles. Indica também, que o professor, deve buscar educar para as mudanças, para a autonomia, para a liberdade possível numa abordagem global, trabalhando o lado positivo dos alunos e para a formação de um cidadão consciente de seus deveres e suas responsabilidades sociais.

2 2.  A IMPORTÂNCIA DA AFETIVIDADE NA APRENDIZAGEM DA CRIANÇA

A afetividade é um dos fatores que colaboram para o sucesso do processo de ensino aprendizagem, assim, o tema “Afetividade na Educação Infantil” apresenta-se como algo de extrema relevância no ambiente educacional, pois a afetividade estimula a capacidade de desenvolver o conhecimento voltado paro conhecer e o aprender, de maneira que vão os vínculos e aprendizados vão construindo-se a partir das trocas estabelecidas entre o sujeito e o meio.
Sabemos que o sentido da aprendizagem é único e particular na vida de cada um, pois o desenvolvimento da aprendizagem é um processo contínuo e a afetividade possui um papel imprescindível nesse processo de desenvolvimento do aluno, uma vez que a ausência de uma educação, que deixa de abordar a emoção (aspectos afetivos) em sala de aula e na família, poderá ocasionar prejuízos incalculáveis no desenvolvimento cognitivo dessa criança.
Na teoria de Jean Piaget, o desenvolvimento intelectual é considerado como tendo dois componentes: o cognitivo e o afetivo, ou seja, paralelo ao desenvolvimento cognitivo está o desenvolvimento afetivo. Segundo Piaget (1975) “[...] os aspectos cognitivos e afetivos são inseparáveis e irredutíveis [...]”
Na perspectiva de Vygotsky (1998, p. 42) enfatiza:

A afetividade é um elemento cultural que faz com que tenha peculiaridades de acordo com cada cultura. Elemento importante em todas as etapas da vida da pessoa, a afetividade tem relevância fundamental no processo ensino aprendizagem no que diz respeito à motivação, avaliação e relação-professor e aluno.

Sendo assim, Piaget (1975) e Vygotsky (1998), definem e afirmam que a aprendizagem se dá paralela aos aspectos afetivos, de maneira que a afetividade será determinante para a construção da aprendizagem, e os pais, professores e a escola devem entender que possuem um papel importante nesse processo, que é colaborar para a formação de um ser humano, e isso somente acontecerá pela obra do amor, do afeto, que se torna a chave para educação. O ato de ensinar e de aprender envolve e exige certa cumplicidade do professor, tal cumplicidade se constrói nas intervenções, através do que é falado, do que é entendido, do que é transmitido e captado. Cabe ao professor planejar e executar suas aulas para que seus alunos criem vínculos positivos entre si e os conteúdos.
Quando um professor apenas transmite um conteúdo, sem nexo, sem que o aluno assimile afetivamente o conteúdo, nada será aprendido pois o professor tem de tornar os conteúdos interessantes aos olhos dos alunos. Pequenos gestos como sorrir, escutar, refletir, respeitar são, entre tantos outros, necessidades que levam o sujeito a investir na afetividade, que é o “combustível” necessário para a adaptação, a segurança, o conhecimento e o desenvolvimento da criança. Em se tratando da educação infantil, a relação do professor com os alunos é constante, dá-se o tempo todo, na sala, durante as atividades, no pátio, e por essa proximidade afetiva é que se dá interação com objetos e a construção do conhecimento.
SALTINI (2008, p.100) afirma que, “essa inter-relação é o fio condutor, o suporte afetivo do conhecimento.” O referido autor complementa mencionando:

Neste caso, o educador serve de continente para a criança. Poderíamos dizer, portanto, que o continente é o espaço onde podemos depositar nossas pequenas construções e onde elas são acolhidas e valorizadas, tal qual um útero acolhe um embrião. A criança deseja e necessita ser amada, aceita, acolhida e ouvida para que possa despertar para a vida da curiosidade e do aprendizado[5].

As experiências afetivas nos primeiros anos de vida são determinantes para que a pessoa estabeleça padrões de conduta e formas de lidar com as próprias emoções, a qualidade dos laços afetivos é muito importante para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança. A relação interpessoal positiva que o aluno constrói com o professor, como aceitação e apoio, possibilita o sucesso dos objetivos educativos. Quando ocorrem explosões de raiva, o professor precisa ter muita habilidade e paciência e seria ótimo manter um diálogo com o aluno, em que se possa perceber o que está acontecendo, usando tanto o silêncio quanto o corpo. Conforme recomenda Saltini[6] (2008 p.102) compartilhar com os demais da classe os sentimentos que estão sendo evidenciados é dar oportunidade para a criança colocar seus sentimentos na escola, não apenas sua inteligência.
O afeto é muito importante para que o profissional seja considerado um bom professor e mais ainda, para que o aluno se sinta importante e valorizado. O professor deve entender seus sentimentos, buscar soluções para as diversas dificuldades que os alunos apresentam, preocupar-se com seus alunos por inteiro, tendo sensibilidade para entendê-los, buscar ações que os valorizem, independentemente de seu grau de desenvolvimento.
A escola, por ser o primeiro agente socializador fora do círculo familiar da criança, torna-se a base da aprendizagem se oferecer todas as condições necessárias para que ela se sinta segura e protegida. Portanto, não nos restam dúvidas de que se torna imprescindível a presença de um educador que tenha consciência de sua importância não apenas como um mero reprodutor da realidade vigente, mas sim como um agente transformador, com uma visão sócio crítica da realidade.
A criança, segundo Marly Santos Mutschele[7] (1994), ao entrar na escola pela primeira vez, precisa ser muito bem recebida, porque nessa ocasião dá-se um rompimento de sua vida familiar para iniciar-se uma nova experiência, e esta deverá ser agradável, para que haja um reforço da situação.
Sendo assim, quando a criança nota que a professora gosta dela, e que a professora apresenta certas qualidades como paciência, dedicação, vontade de ajudar e atitude democrática, a aprendizagem torna-se mais facilitada; ao perceber os gostos da criança, o professor deve aproveitar ao máximo suas aptidões e estimulá-la para o ensino. Ao contrário, o autoritarismo, inimizade e desinteresse podem levar o aluno a perder a motivação e o interesse por aprender, já que estes sentimentos são consequentes da antipatia por parte dos alunos, que por fim associarão o professor à disciplina, e reagirão negativamente a ambos.

3- A INFLUÊNCIA DA FAMÍLIA NA VIDA ESCOLAR DA CRIANÇA
            A família é um núcleo de convivência, estruturado e unido por laços afetivos, que devem ser cultivados sempre com muito amor.
Segundo Chalita (2004 p. 23): “A família tem como função primordial a de proteção, tendo, sobretudo, potencialidades para dar apoio emocional para a resolução de problemas e conflitos”.
Podemos dizer que a família tem a função de preparar o emocional da criança, principalmente nos primeiros anos escolares, pois o meio familiar em que a criança está inserida é o seu primeiro ambiente de aprendizagem. Por isso, a função da família está vinculada aos cuidados e proteção, em dar suporte e ajudá-las no processo de escolarização, para que possam ser crianças capazes de estabelecer vínculos afetivos que favoreçam para a construção do ser humano.
Almeida (1999, p. 50) diz que:

As relações familiares e o carinho dos pais exercem grande influência sobre a evolução dos filhos em que a inteligência não se desenvolve sem a afetividade. A afetividade é o princípio central da família, por isso é que a família deve estar presente em todos os momentos da vida estudantil da criança. Qualquer instituição escolar precisa e depende da participação da família.

A participação da família é muito importante na escola nos primeiros dias de aula um dos responsáveis permaneça na escola junto com a criança. É ele quem deve apresentar o novo ambiente, aos alunos e tudo o que está relacionado à instituição. Gradativamente o responsável vai saindo de cena e o professor vai tomando a frente com a criança. Esse responsável deverá permanecer com a criança dentro da escola por algum tempo nos primeiros dias e depois deixar a criança com o educador, mas permanecer na instituição fora do campo visual da criança para caso o educador não consiga acalmá-la. Mas, isso não quer dizer que os responsáveis pela criança devam se ausentar, deixar de frequentar o ambiente escolar.
É fundamental que sempre que possível, compareça a instituição, procurando saber sobre seu filho(a), é uma forma da criança se sentir mais segura, pois sabe que alguém se preocupa com ela. Sabemos que muitos responsáveis, muitas vezes deixam os filhos na escola enquanto vão trabalhar e se sente confortável por deixar o filho em um lugar “seguro”, mas, muitas vezes se sente inseguro, tem medo de perder o amor do filho(a), que se apegue mais ao professor(a), pois o mesmo(a) irá acompanhar os momentos mais importantes do desenvolvimento na vida da criança. Portanto o professor e a escola deverão propiciar um processo de parceria com a família para que esses sentimentos não venham atrapalhar o trabalho desenvolvido com a criança.
Para Gabriel Chalita (2004, p. 17) esta participação poderá ser: “Em alguns momentos, apenas como incentivo; em outros, de uma participação efetiva no aprendizado, ao pesquisar, ao discutir, ao valorizar a preocupação que o filho traz da escola”.
Complementando, e, ao mesmo tempo, justificando a ideia de Chalita (2001), pode-se abordar as ideias das autoras Claudia Davise e Zilma de Oliveira (1994, p. 23), que afirmam que “o aluno não aprende apenas na escola, mas através da família, de pessoas que ele considera significativas, das experiências do cotidiano”.
Diante do exposto, nota-se que por melhor que seja uma escola, por mais preparados que estejam seus educadores, estes nunca irão suprir a carência deixada por uma família ausente. Seja a mãe, o pai, avós, tios, quem quer que tenha a responsabilidade pela educação da criança, deverá dela participar efetivamente e afetivamente, pois a preparação para a vida, a formação da pessoa, a construção do ser são responsabilidades da família.
Portanto, a escola precisa estar aberta a todos os tipos de famílias, pensar em estratégias para que elas se sintam acolhidas desde o momento de inserção da criança e depois de passada essa fase. É preciso que tenha profissionais disponíveis para ouvir as angústias e sugestões das famílias, que as oriente em suas dificuldades, que dê suporte para que elas compreendam o desenvolvimento da criança, entre outras coisas.


4-AFETIVIDADE DO PROFESSOR NA EDUCAÇÃO INFANTIL   
            É de grande valia, a relação entre a emoção e a atividade intelectual na sala de aula, apresentando que tanto o educador quanto o educando poderão passar por momentos emocionais durante o processo de ensino-aprendizagem. Como meio social, é um ambiente diferente da família, porém bastante propicio ao seu desenvolvimento, pois é diversificado, rico em interações, e permite à criança estabelecer relações simétricas entre parceiros da mesma idade e assimetria entre adultos. Ao contrário da família, na qual a sua posição é fixa, na escola ela dispõe de uma maior mobilidade, sendo possível a diversidade de papéis e posições.
            Dessa forma, o professor e os colegas são interlocutores permanentes tanto no desenvolvimento intelectual como do caráter da criança, o que poderá ser preenchido individual e socialmente. Quando observamos os alunos, percebe-se que o olhar tem significado de expressividade da alma, são manifestações de sentimentos que podem ser interpretados de forma positiva ou negativa. O olhar do professor influencia no comportamento do aluno, quando interpretado de forma negativa, gera desconforto em sala de aula.

Segundo Carmem e Gládis (2001, p. 31), organizadores da obra “Educação Infantil: pra que te quero?”, diz que: “O papel do adulto frente ao desenvolvimento infantil, é proporcionar experiências diversificadas e enriquecedoras, a fim de que as crianças possam fortalecer sua autoestima e desenvolver suas capacidades”.
Baseando-se nessa ideia, pode-se dizer que o educador é um grande agente do processo educacional, de acordo com a ideia de Chalita (2004, p.161) a seguir: A alma de qualquer instituição de ensino [...]. Por mais que se invista em equipamentos, em laboratório, bibliotecas, anfiteatros, quadras esportivas - sem negar a importância negar a de todo esse instrumental, tudo isso não se configura mais do que aspectos materiais se comparados ao papel e a importância do professor. O educador infantil deverá estar consciente do seu papel e da sua importância nesse processo, pois, junto com os pais, os professores são responsáveis pelo encorajamento ao crescimento e desenvolvimento integral das crianças.
Para lidar com crianças na educação infantil, o educador precisa ser sensível às suas emoções, estar apto para lidar com situações que exijam paciência, compreensão e técnica, tendo capacidade para lidar com imprevistos que requerem flexibilidade e criatividade, além disso, deve usar sempre o conhecimento e a sociabilidade ligada aos aspectos afetivos, para o bem do aluno e tranquilidade dos pais. Ainda de acordo com as ideias de Chalita, o Educador de Educação Infantil deve ter: [...] luz própria e caminhar com pés próprios.
Não é possível que ele pregue a autonomia sem ser autônomo; que fale de liberdade sem experimentar a conquista da independência que é saber, que ele queira que seu aluno seja feliz, sem demonstrar afeto. E para que possa transmitir afeto é preciso que sinta afeto, que viva o afeto.
Ninguém dá o que não tem. O Professor que trabalha com crianças na educação infantil precisa ter uma competência polivalente, pois irá trabalhar com conteúdo de natureza diversa, que abordarão desde cuidados básicos essenciais, até conhecimentos específicos das diversas áreas do conhecimento, por isso terá que ter embasamentos teóricos também diversos.
Dessa forma, se faz necessária uma formação qualificada e ampla desse profissional, de maneira que consiga refletir sobre sua prática e procure estar em constante aperfeiçoamento.
          Segundo CHALITA (2004 p. 162): A formação é um fator fundamental para o professor. Não apenas a graduação universitária ou após graduação, mas a formação continuada, ampla, as atualizações e o aperfeiçoamento [...]. Para que um professor desempenhe com maestria ele precisa conhecer as demais matérias, os temas transversais que devem perpassar todas elas e acima tudo, conhecer o aluno.
Diante das ideias de Chalita, podemos ressaltar que tudo que se refere ao educando deve ser de interesse do educador, pois ninguém ama o que não conhece e o aluno precisa ser amado e é dever do professor se capacitar para tal tarefa. O professor que atua na Educação Infantil deve ter uma preocupação sobre como lidar com essa faixa etária no cotidiano escolar, pois se trata de alunos iniciantes no convívio escolar, e nesse nível de ensino é propício o surgimento de situações diferentes e inesperadas em relação às demais fases escolares.
De fato, a Educação Infantil exige e requer dos profissionais desta área uma integração dos serviços para as crianças de forma afetiva, e um dos profissionais habilitados para trabalhar com o ensino de Educação Infantil é o Pedagogo. O Curso de Pedagogia visa formar profissionais habilitados ao nível de educação; educação infantil e anos iniciais. E o desenvolvimento deste profissional para a Educação Infantil se trata de uma caminhada que envolve crescer, ser, sentir e agir, pois deverá ter um preparo especial, porque para a infância se exige o melhor.
O afeto do professor e a sua sensibilidade irão influenciar na maneira de agir de seus alunos, pois quando a criança nota que o professor gosta dela, e que esse educador apresenta certas qualidades como paciência, dedicação, vontade de ajudar e atitudes democráticas, a aprendizagem torna-se mais facilitada.
Por essa razão, se não existir os aspectos afetivos na relação educador-educando, correremos o risco de estar somente focando na construção do real, do conhecimento, deixando de lado o trabalho da constituição do ser humano, que envolve valores e o próprio caráter necessário para o desenvolvimento integral da criança. Sendo assim, o amor e o afeto tornam-se a solução para a educação através da valorização do aluno como sujeito da educação.
Acreditamos em uma educação mais humana que adote uma pedagogia do amor, que influencie em nossas famílias, escolas e salas de aulas, onde possa favorecer em novos conhecimentos, novos desafios e novas conquistas através do afeto levar o educador e a criança a desenvolve-se através da afetividade. Segundo Augusto Cury[8] (2003, p. 72): “Ser um mestre inesquecível é formar seres humanos que farão a diferença no mundo”. Sendo assim, podemos perceber que o tempo pode passar e as necessidades podem surgir, mas as sementes de um professor que marcam a vida de seu aluno jamais serão destruídas.

5- CONSIDERAÇÕES FINAIS
Entretanto, falar sobre a afetividade na Educação Infantil, atentando-se para a qualidade de vida humana, pois a afetividade deve estar presente desde a vida intrauterina, até os últimos dias de vida, se manifestando como uma fonte geradora de potência e energia e sendo o alicerce sobre a qual se constrói o conhecimento racional.
Por isso, a Educação Infantil compreende um período de grande importância na formação intelectual e emocional do indivíduo, sendo considerada parte integrante da educação básica. Nessa modalidade de ensino, qualquer aprendizagem deve estar intimamente ligada à vida afetiva, integrando as funções do cuidar e do educar o desenvolvimento integral da criança, sendo assim, com base na LDB para a Educação Infantil[9] (1996), e nas pesquisas bibliográficas realizadas para a elaboração desse artigo, podemos afirmar que a Educação Infantil tem como objetivo contribuir para a formação global e harmônica da criança, de maneira afetiva e lúdica, de maneira que a afetividade e cognição são inseparáveis. Ressalta-se que, os professores que a criança tem, os métodos de ensino e os tipos de livros-textos aos quais é exposta, terão efeitos importantes não apenas para o processo acadêmico, como também na capacidade geral para encarar a vida, dominar problemas e desafios novos, levando o educando à autoconfiança e autoestima.
Assim, para que a criança tenha um desenvolvimento saudável e adequado dentro do ambiente escolar, e consequentemente no social, é necessário que haja um estabelecimento de relações interpessoais positivas, como aceitação e apoio, possibilitando assim o sucesso dos objetivos educativos.
Na condição de educadores, precisamos estar atentos ao fato de que, enquanto não dermos atenção ao fator afetivo na relação educador-educando, corremos o risco de estarmos só trabalhando com a construção do real, do conhecimento, deixando de lado o trabalho da constituição do próprio sujeito – que envolve valores e o próprio caráter – necessário para o seu desenvolvimento integral.
Obviamente isso não significa fazer “vistas grossas” com relação aos erros da criança, pois a advertência segura e equilibrada é justamente uma manifestação das mais importantes da afetividade.
Está, portanto, mais do que evidenciada por estudiosos, pesquisadores e especialistas, a necessidade de se cuidar do aspecto afetivo no processo ensino-aprendizagem, levando em conta que a criança torna-se, cognitivamente e afetivamente diferente, em cada fase do seu desenvolvimento.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Ana Rita Silva. A emoção na sala de aula. Campinas: Papirus, 1999 (Coleção Papirus Educação).

CARMEN, Maria Graidy e GLÁDIS, Elise P. da Silva Kaercher. Educação Infantil: para que te quero? Porto Alegre: Artmed, 2001.

CURY, Augusto Jorge. Pais Brilhantes, professores fascinantes. Rio de Janeiro: Esextante, 2003.

CHALITA, Gabriel. Educação: a solução está no afeto - São Paulo: Editora Gente, 2004 (edição revista e atualizada).

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 9º ed.- São Paulo: Paz e Terra, 1996. - (coleção leitura)

LEI nº. 9.394/96 – Das Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: Dezembro de 1996, (Artigos. 22 e 29)

Ministério de Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Básica. Política Nacional de Educação Infantil: pelo direito das crianças de zero a seis anos à educação. Brasília, DF: 2006.

MUTSCHELE, Marly Santos. Problemas de aprendizagem da criança: causas físicas, sensoriais, neurológicas, emocionais, sociais e ambientais. 3. ed. São Paulo: Loyola, 1994, p. 111.

PIAGET, J. A construção do real na criança. 2ª ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.Revista Eletrônica, Saberes da Educação – Volume 4 – nº 1 – 2013.

SALTINI, Cláudio J. P. Afetividade e inteligência. 5º ed.- Rio de Janeiro: Wak Ed.,2008.

VIGOTSKY, L. S. A formação social da mente. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.

WALLOW, H. A evolução psicológica da criança. Lisboa: Edições, 1995









[1] WALLON, H. A evolução psicológica da criança. Lisboa: Edições, 1995
[2] CURY, Augusto Jorge. Pais brilhantes, professores fascinantes. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.
[3] Revista Eletrônica Saberes da Educação – Volume 4 – nº 1 - 2013
[4] FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 9º ed.- São Paulo: Paz e Terra, 1996. - (coleção leitura)
[5] SALTINI, Cláudio J. P. Afetividade e inteligência. 5º ed.- Rio de Janeiro: Wak Ed.,2008, p.100.
[6] SALTINI, Cláudio J. P. Afetividade e inteligência. 5º ed.- Rio de Janeiro: Wak Ed.,2008, p.102.
[7] MUTSCHELE, Marly Santos. Problemas de aprendizagem da criança: causas físicas, sensoriais, neurológicas, emocionais, sociais e ambientais. 3. ed. São Paulo: Loyola, 1994, p. 111.

[8] CURY, Augusto Jorge. Pais Brilhantes, professores fascinantes. Rio de Janeiro: Esextante, 2003.

[9] LEI nº. 9.394/96 – Das Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: Dezembro de 1996, (Artigos. 22 e 29).

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

  • TEORIA DE APRENDIZAGEM DE VYGOTSKY

  • Segundo Vygotsky, o desenvolvimento cognitivo do aluno se dá por meio da interação social, ou seja, de sua interação com outros indivíduos e com o meio.
  • Para substancialidade, no mínimo duas pessoas devem estar envolvidas ativamente trocando experiência e idéias.
  • A interação entre os indivíduos possibilita a geração de novas experiências e conhecimento.
  • A aprendizagem é uma experiência social, mediada pela utilização de instrumentos e signos, de acordo com os conceitos utilizados pelo próprio autor.
  • Um signo, dessa forma, seria algo que significaria alguma coisa para o indivíduo, como a linguagem falada e a escrita.
  • A aprendizagem é uma experiência social, a qual é mediada pela interação entre a linguagem e a ação.
  • Para ocorrer a aprendizagem, a interação social deve acontecer dentro da zona de desenvolvimento proximal (ZDP), que seria a distância existente entre aquilo que o sujeito já sabe, seu conhecimento real, e aquilo que o sujeito possui potencialidade para aprender, seu conhecimento potencial.
  • Dessa forma, a aprendizagem ocorre no intervalo da ZDP, onde o conhecimento real é aquele que o sujeito é capaz de aplicar sozinho, e o potencial é aquele que ele necessita do auxílio de outros para aplicar.
  • O professor deve mediar a aprendizagem utilizando estratégias que levem o aluno a tornar-se independente e estimule o conhecimento potencial, de modo a criar uma nova ZDP a todo momento.
  • O professor pode fazer isso estimulando o trabalho com grupos e utilizando técnicas para motivar, facilitar a aprendizagem e diminuir a sensação de solidão do aluno.
  • Mas este professor também deve estar atento para permitir que este aluno construa seu conhecimento em grupo com participação ativa e a cooperação de todos os envolvidos
  • Sua orientação deve possibilitar a criação de ambientes de participação, colaboração e constantes desafios.
  • Essa teoria mostra-se adequada para atividades colaborativas e troca de ideias, como os modelos atuais de fóruns e chats.
Referências:1. http://www.dfi.ccet.ufms.br/prrosa/Pedagogia/Capitulo_5.pdf.
MOREIRA, Marco Antônio; Teorias de Aprendizagens, EPU, São Paulo, 1995


sábado, 3 de setembro de 2016


Assim eu vejo a vida
Positiva e negativaO passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.  (Cora Coralina)


domingo, 24 de maio de 2015

Dificuldades no Ensino Aprendizagem

PRÁTICAS E DIFICULDADES NO ENSINO APRENDIZAGEM.
                                                                                             

1 1.  INTRODUÇÃO

    A dificuldade de aprendizagem decorre de fatores intrínsecos e ambientais de construção do sujeito, bem como da desestabilização em virtude da adaptação ao que é novo. Perraudeau (pág. 116, 2009) analisa a aprendizagem sob o ponto de vista do construtivismo social, que compreende o aprender como uma fonte de dificuldades, pois apropriar-se do novo revela indicadores de erro em trabalhos orais, escritos ou motores.
Nos dias atuais, notam-se, que as Dificuldades de Aprendizagem (DA) têm sido um assunto muito debatido devido ao índice altíssimo de crianças que são encaminhadas para atendimentos especializados, reprovação e evasão do Ensino Fundamental I. Isto requer informações que partem da questão política até a escolha de estratégias educacionais nos Centros de Educação Infantil (CMEIs), passando também pela saúde pública, que necessita de maiores condições para realizar a sua missão e também pela discussão sobre a realidade da sociedade brasileira neste momento histórico.                                                               Para aprender, a criança nasce com um aparato biológico, uma estrutura interna herdada que vai se desenvolvendo a partir de diferentes aprendizagens. As interações constantes entre o sujeito e o meio, vão modificando suas estruturas internas e novas aprendizagens vão sendo realizados. Entretanto, se essas condições internas do sujeito da aprendizagem sofrem alterações advindas de transtornos físicos e biológicos ou emocionais, de síndromes, entre outras necessidades especiais, torna-se prioridade para a escola e para o professor repensarem a intervenção pedagógica.
            Muitas crianças aprendem menos que outras, mais lentamente que os outros, diferentemente dos padrões esperados; há os que, pelo menos aparentemente, nada aprendem; são os que fracassam na escola e á os que aprendem rapidamente que os demais e que rapidamente se desinteressam. Toda essa discussão são elementos que resultam em dificuldades de aprendizagem.
            Porém, o presente artigo tem por objetivo discutir uma proposta que apresente a dificuldade de aprendizagem como um estudo que abranja uma aproximação entre diferentes especialistas e profissionais como psicólogo e pedagogo na educação. Agregar esforços, buscando a prática reflexiva, a pesquisa e seriedade dos profissionais, tornando um desafio para educação.
            A criança com dificuldades de aprendizagem não tem que carregar um estigma que a exclua da escola e do direito de aprender. Entretanto, este artigo apontará que essas crianças com dificuldades de aprendizagens são pessoas que necessitam que a sociedade lhes assegure: respeito à sua individualidade; reconhecimento de suas possibilidades e competências para não deixá-las fracassarem. Partindo dessa problemática que faz necessário realizar essa pesquisa.
Portanto, serão utilizados autores como referência para embasamento deste trabalho, acerca das DAs, para que seja possível minimizar este assunto que para muitos profissionais da educação ainda requer aprofundamento, e devido a isso, não conseguem ajudar adequadamente as crianças com esse tipo de problema, sem falar na questão do papel do psicólogo na escola que ainda é pouco divulgado no contexto escolar, e também a falta do mesmo na maioria das escolas. Já que este trabalho tem a sua natureza uma pesquisa referencial bibliográfica.
Ressalta-se que, o número de crianças com DA aumentou muito nos últimos anos, no mundo inteiro. No entanto, para uma melhor compreensão, este artigo está fundamentado nos seguintes teóricos: Gómez; Correia; Andrada; Coelho, entre outros.

2.    JUSTIFICATIVA
A iniciativa da proposta deste projeto deve-se à experiência na Educação Básica onde observamos que há um número significativo de crianças nas Séries Iniciais da sua escolarização que apresentam muitas dificuldades de aprendizagem. São crianças que estão sentenciados ao fracasso antes mesmo que se esgotem todas as possibilidades didático-pedagógicas em alfabetizá-las, uma vez que não há uma sala psicopedagógico específica que atenda suas defasagens curriculares. Ao se propor o presente artigo, acreditamos que se pode contribuir de forma bastante significativa para a superação das dificuldades de aprendizagem apresentadas por crianças que compõem uma parcela significativa da população e que não conseguem apreender as habilidades necessárias para o domínio da leitura, escrita e cálculos. No projeto se propõe operacionalizar uma prática pedagógica que reflita coletivamente sobre a proposta pedagógica nas escolas, sobre o planejamento das atividades educativas, sobre as estratégias e recursos de ensino-aprendizagem e de avaliação com um enfoque ao ensino e aprendizagem e avaliação visando garantir que todos os alunos aprendam.
Acreditamos que para a superação dos problemas de dificuldades na aprendizagem da criança, é necessário um planejamento que inclua atividades diversificadas e individuais, estudo constante, dedicação e muita competência, pois será necessário investigar as teorias de aprendizagem e colocá-las em prática, conhecendo também a história familiar do aluno que é o ponto fundamental desse trabalho.
De outra forma ao propormos esse estudo, vimos o quanto é importante a formação do profissional cidadão pois o projeto constitui-se numa grande oportunidade para os educadores comprometidos para desenvolver suas habilidades docente em uma população com características desafiadoras e assessoradas por uma equipe de trabalho disposta, motivada, ágil, criativa e competente.
Daí a nossa certeza que este artigo contará com o apoio de todos os professores, independente da disciplina que lecionem, pois a equipe docente tem plena consciência de que é possível minimizar essas dificuldades de aprendizagem na vida do aluno, e que o mesmo deve ter o domínio sobre a aprendizagem nos anos iniciais do ensino fundamental.
3.    OBJETIVOS:
Espera-se oferecer às crianças, alvo do projeto, atividades diversificadas que minimizem o fracasso escolar melhorando sua autoestima por meio da oportunidade, para que possam construir sua práxis educativa no contexto desafiador do aluno com dificuldades de aprendizagem.
Também objetiva-se proporcionar situações de agir-refletir-agir compatíveis com os objetivos educacionais, metodologias e conteúdos programáticos das Séries Iniciais do Ensino Fundamental e o domínio por parte dos graduandos do conhecimento pedagógico e científico da aprendizagem da criança com dificuldades.
4.    METODOLOGIA:
A metodologia desenvolvida durante o período da pesquisa, partiu da observação da realidade de cada educando, uma vez que cada aluno é um caso específico e para buscar uma solução das dificuldades de aprendizagem, requer a escolha de estratégias e atividades pedagógicas que busquem dar sentido aos problemas revelados.
Reunião com os professores, para esclarecimentos sobre o projeto e pedido de sugestões; Iniciar o dia da leitura na escola, através de algumas ações de motivação sobre a importância da leitura.
Os alunos foram incentivados a trazerem material do seu interesse para leitura para sala de aula. Também os professores ofereceram aos alunos, gêneros de leitura variados, por exemplo: poesia, piada, contos, literatura infanto-juvenil, histórias em quadrinhos, artigos informativos, etc e/ou dirigir a aula de leitura a um tema específico.
Os alunos foram incentivados a produções textuais com o tema: “A Importância do Ato de Ler”.  Além disso, foram realizados momentos de palestras para os alunos, com Profissionais capacitados, visando uma maior conscientização sobre a importância da leitura.
Também confeccionaram ilustrações de frases para divulgar o projeto de leitura pelas dependências da Escola.
A equipe pedagógica fez o acompanhamento, avaliação e reorganização necessária, dos trabalhos.

5.    ABORDAGEM TEÓRICA

            Quando se fala em educação, aprendizagem escolar, o professor é o eixo principal, pode-se dizer que nele está o segredo do sucesso, ele não pode tudo, mas, pode muito. O educador muitas vezes sabe mais sobre seus alunos do que mesmo os pais, pedagogos, psicólogos. O mesmo tem mais conhecimento sobre a criança do que se imagina. É capaz de organizar estratégias de ação e reformulá-las em segundos, diante de uma turma de alunos. Muitas vezes se esquece de que o professor é um ser humano, e não um super-homem, com uma história de vida, concepções próprias, sentimentos, preconceitos, medos, etc., oriundos de sua experiência anterior. Faz-se necessário, observar as necessidades que o cotidiano coloca para os professores, as condições reais que delimitam a sua esfera de vida pessoal e profissional, para não correr o risco de ter uma visão limitada de ação docente.
            De acordo com Marques, a forma como o professor recebe alunos com deficiência depende das relações estabelecidas ao longo de sua vida pessoal, de sua formação profissional e de sua prática pedagógica, retratando o seu modo de ser e de agir, suas concepções. Contudo, mesmo quando suas práticas pedagógicas têm pressupostos de integração e de inclusão, elas vêm acompanhadas de concepções excludentes e segregacionistas.                                     
Diante do exposto, o papel do professor, hoje em dia, vai muito além de passar conteúdo da grade curricular, já que está trabalha em prol de preparar os alunos para a vida em sociedade. Essa parte é o que torna a atuação do professor mais complexa, pois além de ajudar a alfabetizar e formar bons cidadãos, o professor lida também direta e indiretamente com problemas sociais que os alunos trazem de fora da escola para dentro das salas de aula, principalmente problemas referentes ao âmbito familiar.                                                     
Para os professores manterem uma boa relação com os alunos este precisa conhecer seus alunos e a realidade em que está inserido, analisar quais atividades lhe despertam interesse e planejar suas ações em concordância com as habilidades e capacidades que identifica neles, isto requer dos professores atenção e paciência para falas, angústias, sentimentos, denúncias, que muitas vezes aparecem durante as aulas, ao ouvi-los, deve procurar reorganizar a relação professor/aluno.                     
            Sobre a ação do psicólogo na escola, este não deve prestar atenção apenas aos problemas dos alunos e dos professores em sala de aula, mas também buscar oferecer suporte de escuta para o professor enquanto pessoa, já que ele tem angústias relacionadas tanto à profissão como a fatores decorrentes do âmbito pessoal.                                                                         
            Quanto às angústias da vida particular do professor, é necessário que o psicólogo faça acompanhamentos em grupo e/ou individualizados para atender às necessidades decorrentes das angústias apresentadas pelos professores, estas influenciam na sua maneira de ensinar, na sua resistência com relação às frustrações e dificuldades vinculadas ao papel de profissional da educação. Não se deve esquecer que na atualidade é cada vez mais frequente os professores adoecerem física e mentalmente.                                                                                  Portanto, o papel do psicólogo é de: acompanhar, sugerir e buscar as melhores estratégias, métodos para resolver situações problemáticas apresentadas na escola e que possam ajudar os elementos que compõem o contexto escolar a identificar as causas e as possíveis intervenções que auxiliem na condução dos processos escolares, o que irá permitir um novo olhar sobre as demandas da escola, já que em muitos casos o principal problema está na forma com que enxergar os fatos.                                                    
            A interação entre professor e psicólogo escolar, é importante dizer que cada um precisa respeitar o papel do outro, considerar e valorizar o conhecimento que cada um construiu através das experiências vividas junto à escola e aos alunos. Esses profissionais obterão maior autonomia, respeito por seu trabalho e habilidades para resolver os problemas com que se depara no âmbito escolar se trabalharem de maneira integrada.
            Nesse contexto, Andrada afirma.

O psicólogo educacional precisa criar um espaço para escutar as demandas da escola e pensar maneiras de lidar com situações que são cotidianas. Precisa criar formas de reflexão dentro da escola, com todos os sujeitos (alunos, professores e especialistas) para que se possa trabalhar com suas relações e paradigmas.

            É de suma importância que o psicólogo e o professor estabeleçam uma relação de confiança e parceria no que diz respeito aos problemas de sala de aula, os quais analisarão para então elaborar as possíveis intervenções, já que o trabalho de ambos é essencial para que cheguem à solução dos problemas e necessidades encontradas. Os profissionais da educação, não devem apenas estar focados na realização de ações de intervenção, mas também devem elaborar propostas que tenham como objetivo prevenir os problemas que possam vir a acontecer no âmbito escolar.
            Já no que diz respeito ao papel do professor, hoje em dia, vai muito além de passar conteúdo da grade curricular, já que está trabalha em prol de preparar os alunos para a vida em sociedade. Essa parte é o que torna a atuação do professor mais complexa, pois além de ajudar a alfabetizar e formar bons cidadãos, o professor lida também direta e indiretamente com problemas sociais que os alunos trazem de fora da escola para dentro das salas de aula, principalmente problemas referentes ao âmbito familiar.
            Nessa concepção Freire menciona.
                                                        
                                 O meu bom senso que me adverte de que exercer minha autoridade de professor na classe, tomando decisões, orientando atividades, estabelecendo tarefas, cobrando a produção individual e coletiva do grupo não é sinal de autoritarismo de minha parte. É minha autoridade cumprindo a seu dever.

            Sobre a ação do psicólogo na escola, este não deverá atenção apenas aos problemas dos educandos e dos educadores em sala de aula, mas também buscar oferecer suporte de escuta para o professor enquanto pessoa, já que ele tem angústias relacionadas tanto à profissão como a fatores decorrentes do âmbito pessoal.
            Quanto às angustias da vida particular do professor, é necessário que o psicólogo faça acompanhamentos em grupo e/ou individualizados para atender às necessidades decorrentes das angústias apresentadas pelos professores, estas influenciam na sua maneira de ensinar, na sua resistência com relação às frustrações e dificuldades vinculadas ao papel de profissional da educação. Não se deve esquecer que na atualidade é cada vez mais frequente os professores adoecerem física e mentalmente.
            Portanto, o papel do psicólogo é de: acompanhar, sugerir e buscar as melhores estratégias, métodos para resolver situações problemáticas apresentadas na escola e que possam ajudar os elementos que compõem o contexto escolar a identificar as causas e as possíveis intervenções que auxiliem na condução dos processos escolares, o que irá permitir um novo olhar sobre as demandas da escola, já que em muitos casos o principal problema está na forma com que enxergar os fatos. A interação entre professor e psicólogo escolar, é importante dizer que cada um precisa respeitar o papel do outro, considerar e valorizar o conhecimento que cada um construiu através das experiências vividas junto à escola e aos alunos. Esses profissionais obterão maior autonomia, respeito por seu trabalho e habilidades para resolver os problemas com que se depara no âmbito escolar se trabalharem de maneira integrada.

6.    CONSIDERAÇÕES FINAIS
 Compreendendo que as dificuldades de Aprendizagem constituem um ciclo de desafios para a programação e atitudes do docente. As estratégias para cada caso em particular são muito específicas e, este trabalho abordou de maneira simplificada algumas estratégias, pois o objetivo algo é a reflexão de questões condutivas do professor, bem como padrões comportamentais evidenciados pessoais e de condutividade.
    O artigo deixa bem claro a importância de estabelecer as variáveis que determinam pontos estratégicos de avaliação do aluno, sendo que a análise de fatores internos, ambientais, de execução de tarefas e avaliação são fatores imprescindíveis para uma boa programação e seleção de trabalhos para o professor.
    O ideal é que escolas organizem ações de intervenção para os professores (cursos técnicos ou programas de aprendizado) e para os pais que não sabem o que fazer em caso de problemas ou como forma de estimular o ensino da aprendizagem para os filhos, como o Programa Progresint (programa para a estimulação das habilidades da inteligência) ou o Programa para o desenvolvimento de estratégias básicas de Aprendizagem de Molina.
    Não é possível conceber uma educação progressista se houver negligências de ambos os lados, da escola e dos pais. Abordagens interativas e o reconhecimento da necessidade de intervenção são fundamentais para o desenvolvimento da criança, bem como para o conhecimento e desenvolvimento dos profissionais da Educação. É preciso estar sempre atento para o reconhecimento das causas, pois há fatores perceptíveis, e há outros não-perceptíveis, que sugerem observação e pesquisa, assim como sugerem um envolvimento maior com pais e superiores.
7.    REFERÊNCIAS
ANDRADA, E. G. C. Novos Paradigmas na Prática do Psicólogo Escolar. Psicologia: Reflexão e Crítica. Porto Alegre, n. 2, maio/ago. 2005. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/prc/v18n2/27470.pdf>. Acesso em: 10 maio de 2015.

CORREIA, L. de M.; MARTINS, A. P. Dificuldade de Aprendizagem: Que são? Como entendê-las? Rio de Janeiro: Porto, 2005. (Biblioteca Digital).


FONSECA, V. da. Introdução às Dificuldades de Aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 1995.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia; saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

GÓMEZ, Ana Maria Salgado. Dificuldades na aprendizagem: detecção e estratégias de ajuda. São Paulo: Vozes, 2010.












sexta-feira, 1 de maio de 2015

HOMENAGEM AO TRABALHADOR























Dia do Trabalho

Nesse dia o mundo deveria dar mais valor A você que cedo levanta trabalhador. Você! Que muitas vezes trabalha sem comida Você! Que trabalha toda uma vida Mas nesse dia do Trabalhador continua sem valor! É quem constrói a Nação Mas é quem menos tem a receber É quem dá tudo de si em troca de nada Trabalhador que planta tem que colher Mas trabalhador é classe, e esta é abandonada; Neste seu dia, comemora-se no mundo inteiro. Mas o mundo não conhece quem trabalha, Quem passa uma vida fazendo tudo direito! Mas esse é trabalhador verdadeiro, Aquele que tudo faz calado, não espalha; Ah! Trabalhador! Sem casa, sem comida sem saúde! Trabalhador desempregado, desnutrido amiúde Vai trabalhar, que canta, que ri e que chora Vai comemorar o que nessa hora? De globalização, de guerra, de desemprego; Trabalhar onde? Foge da seca e no desapego Até da família esquece, vai longe trabalhar Na esperança de um dia tudo melhorar...
(INTERNET)


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Deus nos concede o privilégio de trabalhar, a fim de agir por nós mesmos, e para que tenhamos a bênção de substituir aqueles que ainda não entendem a felicidade de trabalhar.